Baco en Chile

Uma grande experiência gastronômica se passou. Não tanto pela comida, é verdade, mas pelos vinhos de infinitos sabores e texturas. Viva o Chile do vinho, das belezas arquitetônicas, das Cordilheiras dos Andes como cenário, da neve caindo, das pessoas simpáticas, do cobre, da arte, da Michele, de Neruda…

Saímos do Brasil dispostos a mergulhar em sabores. Pesquisamos, anotamos dicas, sonhamos. No primeiro dia, nos ocupamos das redondezas: Cerro Santa Lucía, Café Caribe, e em descobrir onde compraríamos vinhos, sabendo que os supermercados eram a melhor opção. Assim, nos rendemos ao primeiro vinho – Santa Carolina Estrella de Oro (um dos melhores, na minha opinião) -, ao queso azul (muito bom e com preço bom) e à um patê de salmão de supermercado. Ótimo. Nosso quarto do hotel tinha uma vista fenomenal, então nem saímos de lá.
Segundo dia: O próximo vinho foi um Cabernet Pinot, Undurraga. Sem delongas. Foi esse e pronto. Saímos para jantar em Bella Vista, no restaurante Galindo. Decidimos experimentar um prato típico chileno, a Parrilada: carne suína, bovina, linguiças e frango, acompanhadas por duas batatas cozidas. Não desmereço, mas não me foi agradável ao paladar pela ausência de tempero. Para acompanhar, um Carmen Carmènere boníssimo.


Terceiro dia: O dia da visita às vinícolas Cousiño-Macul e Concha Y Toro. A primeira, menor e mais aconchegante. A desgustação foi com um sauvignon Gris e um Antiguas Reservas, Merlot ou Cabernet Sauvignon. Escolhemos um merlot pra um e um carbenet pro outro. Ao nosso paladar, o carbenet foi muito melhor. Um vinho que deu sabor a viagem e nos despertou para querer experimentar tantos outros.Na Concha y Toro, degustamos um Casillero del Diablo, seguido de um Don Melchor, de 1990. Dezessete anos engarrafado! Que maravilha!

Jantamos no Como Agua Para Chocolate: Pasta Marina acompanhada por um Errazuriz Cortton. Harmonia perfeita! A comida desse restaurante mexicano é excelente, a decoração é linda, o atendimento é ótimo e o preço razoável. Saímos de lá e a neve caia. Parecia coisa de filme!!! Que lindo e agradável que foi! Dá até saudade.

Tá, depois ainda rolou um Santa Carolina 3 estrellas, Cabernet Sauvignon.

Quarto dia: Não participamos da roubada, pois no dia anterior nos foi avisado por um casal que estava no passeio das vinícolas que isso aconteceria. O passeio era em Valparaíso e Viña del Mar. O almoço é no Aqui está Coco em Valparaíso. Tem uma vista linda, isso tem que ser dito. Porém, não há opções para comer que não as combinações já feitas do Cardápio. O mais simples de todos sai por mais de 40 reais por pessoa. Resolvemos não comer ali. Levamos um lanche e depois saímos para andar na cidade, que aliás, tem uma Casa Museo de Pablo Neruda que é magnífica: La Sebastiana.

À noite, Galindo com um fantástico Salmão grelhado com batatas salteadas, acompanhado por um Julio Bouchon. Lindo de comer e beber!


Quinto dia:Fomos ao Barandiaran, peruano, no Pátio Bella Vista. As porções são minúsculas! Parece ter um bom preço, mas tudo que é servido é individual, então acaba saindo mais caro. Melhor se arriscar no Azul Profundo, que nós não fomos pois perdemos o horário da reserva. Mas no peruano o dono já morou no Brasil e tem o maior prazer em receber os brasileiros. Tomamos um maravilhoso Cousiño-Macul Antiguas Reservas Chardonnay. No hotel, ficamos com os dois Late Harvest que compramos para experimentar: um da Concha y Toro e outro da Casa Silva. Nostalgia pura nesse momento. Por que o Chile é tão distante e seus vinhos aqui são vendidos tão caros?

Sexto dia: Depois de um dia saboreando La Chascona, de Neruda, voltamos ao Pátio BellaVista para o restobar Backstage. Lugarzinho maneiro, com cozinha internacional, concentrada em petiscos. Nada de especial, mas há de tudo. Destaque para o vinho da noite: Santa Helena Reserva cabernet/syrah.

Para finalizar a viagem, fomos ao tradicional Mercado Municipal, almoçando no Donde Augusto. Nesse, só tinha brasileiros!!!! Comemos uma Paella muito bem servida acompanhada por um Santa Rita Medalla Real, que surpreende.

Realmente, mergulhamos nos vinhos. Foi maravilhoso e produtivo. Descobrimos o pecado de se comprar um Gato Negro lá ou aqui. Por lá, ele é vendido em caixinhas de papelão, como suco. Custa mais ou menos 3 reais e por aqui, ele é vendido no mesmo valor que vinhos muito superiores a ele. O que chama atenção, certamente, são os preços e variedades dos vinhos. São mais ou menos de 4 a 5 vezes mais baratos que no Brasil. É de partir o coração quando se vem de volta… Quando forem tragam muitos!!!! Nos disseram que só era permitido 3 garrafas por pessoa, mas descobrimos, tarde demais – no aeroporto-, que isso não existe. Não sentamos e choramos. No Duty Free de lá há centenas de vinhos muito baratos também. Compramos um, pra compensar.

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Uma resposta para Baco en Chile

  1. Anonymous disse:

    Vocês são ótimos! Retrataram em palavras e imagens as delícias do Chile. Fiquei maravilhado! Parabéns!

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