Que ‘rico’!

Depois da viuvez de minha avó, ela se casou com o meu ‘avô postiço’, um espanhol de Barcelona, que havia constituído família em Buenos Aires. Como não conheci meu avô de sangue, libanês, foi o Juan Rocasalbas quem se fez avô materno. E ele foi um grande avô: divertido, pintor, escultor, gostava muito de vinho e  que em maio do ano passado se foi, aos 95 ou 96 anos.

Pois bem, por ocasião deste destino de minha avó, certa fez, na minha adolescência, estive em Buenos Aires para um aniversário de uma prima. Foi então que soube da existência das maravilhosas empanadas!  Lembro da primeira que experimentei, quando minha avó preparou na tarde pós-festa. Era demais!!! Nem me recordo quantas comi! Depois, quando ela vinha ao Brasil, trazia a massa das empanadas e fazia aqui. Sempre meio contado, porque elas tinham prazo de validade, então não dava para trazer muitas e era toda família na disputa!

Quando estive em Buenos Aires da última vez, fiquei querendo provar todas as empanadas que existiam lá, mas não eram como as da minha avó! Somente no Caminito provei uma que realmente adorei e sempre que alguém está indo pra lá recomendo este lugar… Pena que não sei o nome. rs

Bueno, como no Brasil não vende massa de empanada (se alguém souber que vende, avise!) e como minha avó não vai mais a Argentina, o jeito foi tentar fazer com vários tipos de massa! A Teka, minha comadre, faz com uma massa de pastel que pode ser frita ou assada. Ela sempre assa e fica muito boa! Eu já tentei fazer com massa  folhada, mas não foi a melhor coisa do mundo. Eis que hoje encontrei uma boa massa!!!!

Comprei a massa para pastelão da Massa Leve , fiz o recheio da avó e inventei o ‘empanadão’.  A massa é muito gostosa, é bem leve mesmo, fica meio folhada, mas não muito. É a que mais me lembrou a massa das empanadas que se vende nos supermercados portenhos. Servimos com uma salada verde e pronto! Um empanadão serve duas pessoas que comem moderamente. Vou socializar a receita do recheio:

Para o recheio usei uma cebola em cubos, um pimentão vermelho pequeno em cubos, 300g de carne moída, uma batata pequena ralada, 100ml de leite, meia xícara de chá de uva passa preta, sal e pimenta do reino. A ordem é a seguinte: refoga a cebola, depois o pimentão, tempera com sal e pimenta do reino e aí coloca a carne. Deixe refogar, experimente o sabor, coloque a batata ralada e refogue mais um pouco. Enquanto isso, coloque as uvas passa para aferventarem. Reserve. Quando a carne estiver com cor, coloque o leite, prove o tempero, acerte o sal. Para acelerar o processo, ponha este refogado na geladeira, pois não se pode rechear a massa com o recheio quente. Depois de frio, misture as uvas passa e recheie o ‘pastelão’. Pincele uma gema de ovo e salpique açúcar cristal sobre a massa (isso realmente não pode faltar!). Leve ao fogo pré-aquecido para assar e quando estiver linda e dourada  é só saborear!  Eu untei a forma, mas não sei se precisava.

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3 respostas para Que ‘rico’!

  1. poutz! tá aí uma alternativa às minhas cansativas panquecas! hhuummmm

    p.s.: a listinha do supermercado tá aumentando…

  2. Paty disse:

    Hum, mas panqueca é bom demais também, né? =)

    Precisamos fazer uma tarde gastronômica antes de vc partir! =* beijo

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