Uma noite trufada – Rio de Janeiro, novembro de 2010

Como podem os fungos serem coisas tão boas? Às vezes me pergunto isso! Os cogumelos todos me atraem, mas nada, coisa alguma se compara às trufas (ou tartufos). Já havia provado um prato em um restaurante que tinha azeite trufado, mas depois que experimentei estes que vou colocar aqui, acredito que de duas uma: ou o azeite era de má qualidade ou não tinha trufa nenhuma. O sabor das trufas é inesquecível!

Na ocasião de nossa última ida ao Rio de Janeiro ficamos hospedados na casa de um grande casal de amigos. Ela havia voltado há pouco tempo da Itália e trouxe potinhos de salsa de trufa que contou ter comprado numa feirinha local de lá, cheia de produtos caseiros. O charme já começa aí, mas fica ainda mais completo quando se sabe que as trufas são os cogumelos mais raros e difíceis de serem encontrados – elas ficam a 20 ou 30cm debaixo da terra e costumam ser encontradas por animais adestrados, especialmente cachorros. É preciso tirá-las com cuidado, para que não quebrem e fiquem perfeitas!

M. preparou um fettuccine com cogumelos Paris e esta salsa de tartufo, me explicando que como o sabor é muito forte. O vinho escolhido por G. para acompanhar o prato foi um maravilhoso e encorpado argentino Angelica Zapata Malbec 2006, que  achei harmonizar muito bem com a massa e que estava perfeito, com notas de frutas vermelhas, alguma baunilha… mas que G., disse ainda ser jovem e que precisaria de mais alguns anos de espera.

 

 

 

 

Mesmo depois de tudo isto e já em deleite pelo sabor inigualável do fettuccine com esta autêntica salsa de trufas (não saberia descrever o sabor das trufas pois realmente achei bem diferente dos sabores que já provei), M. nos serve uma sobremesa para completar o jantar: sorvete de creme com azeite de trufas brancas e mel acompanhado por um Late Harvest Casa Silva, que já conhecíamos e adoramos. Esta é outra combinação que casou super bem e que me deixou feliz, pois este azeite foi comprado no Brasil.

E além deste jantar maravilhoso e inesquecível, outro bom tempero era o da amizade: quase 10 meses sem nos encontrarmos e a certeza de que amizade não tem nada a ver com a presença física.

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